RESTful webservices
0 Comments Published by Pedro T. November 9th, 2008 in Tecnologia. Tags: REST, ROA, web services.Acabei de ler este excelente livro – RESTful Webservices. Julgo que qualquer pessoa que desenvolve aplicações para web deveria lê-lo.
Já conhecia algumas implicações da filosofia REST, e em particular a Arquitectura Orientada a Recursos (ROA). Abracei algumas delas no desenvolvimento de aplicações e frameworks, mas o siples facto de não usar SOAP e não manter estado no servidor não faz uma aplicação web RESTful. Caía muitas vezes no erro de usar o que o autor chama de RPC-hybrid, que pode ir de encontro à filosofia REST, mas não é Resource-Oriented.
De um modo geral o autor quer que a filosofia simplista da web humana seja transladada para a implementação de web-services, e que, tal como na web humana, os serviços sejam:
Well-connected: A representação de um recurso deve conter links e forms para outros estados da aplicação, de forma aos clientes dos webservice não tenham de “saber” ou “adivinhar” com antecedência como construir URIs para outros recursos e estados da aplicação.
Addressable: Uma apliaçação deve expor todos os seus recursos através de URIs.
Stateless: O estado da aplicação não deve ser mantido do lado do servidor, mas sim deve estar completamente contido no URI.
Respect a uniform interface: Um recurso deve usar a interface HTTP e os seus métodos como interface de manipulação. Isto implica usar os métodos menos conhecidos: PUT, DELETE, usar GET só para obter prepresentações e não alterar ou criar recursos, e usar POST só para criar novos recursos.
Só por usar estes princípios, uma aplicação web obtém uma série de vantagens:
- escalabilidade natural da web
- segurança e idempotencia de alguns métodos HTTP (GET, PUT, DELETE)
- expôr-se a uma audiencia de clientes muito mais vasta, pois construirum cliente para um webservice deste tipo é muito mais simples e standard do que construir um cliente SOAP.
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